quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Poeminha




Quando escrevi esse poeminha vivia um momento de transformação, separação e desapego, e busquei transferir todo sentimento que em mim transbordava, em singelas palavras... tá aí.
Hoje dedico a minha amiga-irmã e companheira Vandinha (Pati para tantos!). Ela sente este poeminha de outra forma e gosto disso... da transformação de sentimentos e na interpretação de quem vive o amor à flor da pele!! Hoje ele é seu amiga... Beijos, com amor!

"Liberte-se!
Liberte-me...
Voe.... mas não tente me alcançar!
O céu é grande demais...
Tem espaço de sobra pra gente se perder!"

sábado, 16 de outubro de 2010

Buenos Aires - Parte 1 - Obelisco e a Virilidade Argentina


Nunca havia cogitado de ir a Buenos Aires, sempre achei os argentinos um porre e não imaginava que pudesse encontrar nada tão interessante numa grande capital, como São Paulo e tantas outras, mas de tanto ouvir as pessoas vindas de lá me dizendo que eu deveria ir, deveria conhecer, que era minha cara, que ia gostar, fui me convencendo. Até que soube da vinda do Pixies para turnê na América Latina. Pixies é uma banda americana que adoro desde muito tempo, para falar verdade ela faz parte da minha história... grávida ouvi Pixies exageradamente, depois, já em SJCampos, curtia alto uma fitinha K7 no carro, indo pra facul ou pra balada no sítio do Mingau. Marcou! E nunca deixei de ouvir.

Quando vi que Pixies passaria pelo Brasil, mas também pela Argentina, pensei, pq não? No Brasil eles fariam o SWU, evento monstruoso que eu sinceramente não estava muito afim de encarar. Então parti pra pesquisar na net uma tarifa aérea atrativa, e achei! Depois pesquisar um hostel (albergue) bacana. E aí partir para comprar os ingressos do show! Deu tudo certo, algumas amigas também apetitaram nos seguir e a viagem virou excursão.

Eu, Vanda, Carol, Gabi, Casi e Biel.

Embarcamos sem Casi, pois ela precisou tirar um novo RG já que não era possível viajar com a CNH.

Depois de um vôo cansativo e barulhento, chegamos em BsAs tarde e doidos pra chegar até o hostel, nem que fosse só pra despachar as malas e cair pra noite, afinal, era sabadão.

Encontramos um taxista mandão, chamado Frederico.

Quase nos empurrou pra dentro do carro. Gritava: - Vamos, vamos! (Bamos, bamos!) rs, mesmo sem termos aceitado o valor oferecido pelo serviço.

Enfim... não discutimos muito e entramos no carrinho dele, que acomodou os 5 mais mochilas e bolsas.

Logo Frederico virou Fred, e começamos a fazer perguntas, ora entendida, ora não, ora respondida, ora não... e assim foi. O Biel, que estava na frente, ria por dentro dos comentários de nossa paraguaiazinha. E nós gargalhávamos atrás. Não sei se isso o irritou, enfim, o resultado de tudo isso foi o comentário mais machista e engraçado de toda viagem!

Chegando no centro, de frente ao Obelisco, eis que nosso amigo Fred, tentando ser o guia-turístico solta:

  • Este é o Obelisco! Representa a virilidade do argentino!

Putz.... depois dessa Obelisco, não é mais Obelisco... não teve como! O poste imenso virou “virilidade do argentino”.

Imagina se Bin Laden resolvesse detonar com o poste gigante e deixar só um toquinho... e ae hermanos? Qual vai ser?

Só rindo...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nada se cria, tudo se plagia...




Nada se cria, tudo se copia! Inclusive a Poema.
Sim … Poema está sendo copiada, plagiada, e isso me fez refletir sobre o quanto as pessoas são preguiçosas.
O porque um talento tão especial, o de costurar, não é explorado de forma criativa, original?
Mais fácil copiar, já que existe quem crie! Coisa feia...

Pode até ser fácil, mas não é nada legal!

A Poema tem quase 10 anos no mercado, e durante todo esse tempo usa elementos que remetem à marca. A rosa, seja em formato de broche ou chaveiro, tecidos de tafetá ou veludo, estampas originais. Tudo isso tem sido elementos fundamentais na criação das peças que encantam tantas mulheres, e os homens que gostam de presentear de forma original.

Porém, todos esses elementos vem sendo copiados.

Nossa preocupação não é apenas com o fato de ter alguém plagiando os modelos da Poema, copiando inclusive o nome das bolsas, não é só isso. O que nos preocupa é saber que você pode encontrar na rua uma peça que não foi feita com qualidade, que usa o broche, o tecido da Poema, mas não tem o acabamento perfeito, não tem a costura certa, e principalmente, o CONCEITO. E aí vocês podem pensar, poxa, mas isso é Poema??

Pois é, vale explicar para essas pessoas que o processo criativo é a essência das peças. Cada modelo tem sua história, passou por um processo de pesquisa, de estudo.
A linha criativa sempre tem um tema, que contribui de forma importantíssima, com elementos inspiradores. E além de tudo isso, a qualidade na confecção é algo levado muito à sério!

Desde o ano passado trabalhamos a coleção MUSAS, contemplando o talento e a força de todas as mulheres, lembrando que TODAS NÓS SOMOS MUSAS.

Foram criadas peças em homenagem à Carmem Miranda, com bolsas que lembravam malas, já que ela era uma mulher que viajava muito. Em outra versão, a abertura da bolsa forma uma boca, remetendo aos lábios sempre vermelhos de Carmem Miranda.

Amelie Poulain, personagem do filme francês, O fabuloso destino de Amelie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet, também foi uma das inspirações da coleção, com elementos delicados, românticos, como uma típica francesinha.

Frida Khalo com aplicações, remetendo ao artesanato mexicano, alças trançadas, lembrando o penteado tão usado por Frida.

E finalmente, Audrey Hepburn, musa dos anos 50, cheia de vida, beleza, classe, doçura. As peças criadas encantaram as fãs do Universo Poema, tanto quanto à musa em seus famosos filmes!

Muitas se surpreendem e se identificam com o personagem, outras, as que não conhecem, levam pra casa uma nova descoberta, uma porta se abre, seja para um novo filme, uma nova cantora, uma nova artista, pintora...

Poema vai além do vender um 'bem' para você carregar suas coisas. A Poema quer que você leve pra casa uma obra de arte, a história da sua peça, os elementos pelo qual ela foi inspirada.

Poema é arte, é inspiração, transpira criatividade. E mulher original, não merece cópia!

sábado, 17 de julho de 2010

Distante, tão perto!


Cheguei em casa mole, tonta, e com meus pensamentos suspensos.

Nada do que planejei aconteceu. Tá certo, nem tinha planejado tanta coisa assim, mas cheguei a pensar que poderia ter uma noite no mínimo interessante.

Não rolou.

Ele distante, mesmo tão perto, totalmente distante.

Um abraço, o que já estava prometido.

Balbuciei a saudade. Suspirei a felicidade de ver. Mas acho que não surtiu muito efeito. Efeito nenhum.
Quieto, indiferente até.

Uma mulher jamais poderia passar despercebida ou causar indiferença num homem. Isso deveria ser proibido.
Salto, perfume, unhas vermelhas... nada disse deveria passar em branco. No mundo perfeito e feminino, jamais!

Mas passa... passa fácil. Principalmente se ele não tá nem ai pra vc.
E como mundo perfeito não existe... nos resta ficar com nossa feminilidade. E pronto!

Suspender o desejo.

Adiar o propósito.

Mandar se fuder!
Mas querendo que ele te leve junto!

Aquele olhar que me encantou tanto, ontem parecia fugir, não sei do que... já que estava inteira pra retribuir. Será que fugia exatamente disso? É provável.

Pouco me olhou, nenhuma aproximação.
Nem assunto. Nem nada.

Homem bicho estranho!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Casa



04/05/10

A Casa

Hoje tive um sonho. Um sonho estranho.

Sonhei que da porta da cozinha de minha casa, gritava para a Bia, que estava na laje de minha vizinha. Não a do lado, a outra. Entre a gente um enorme quintal.

De lá ela correu até a vizinha da frente para se proteger. Eu estava enfurecida. Ela havia repetido de ano, tão cedo, logo no primeiro trimestre. Sim, no primeiro trimestre já tinha a notícia de repetência.

Muito brava obriguei vir até mim e comecei a lhe bater com havaianas, as legítimas.

Mas a surra saia fofa, parecia não machucar, embora ela chorasse sem fim, com dor. Acho que mais dor pelo fato, ou ato, não pela carne machucada.

Acordei.

Não foi estranho ter sonhado com a repetência, muito menos com a surra.

Estranhei foi ter sonhado mais uma vez com minha casa. Casa que a tanto tempo já não é mais minha, como nunca foi, afinal, o tempo que passamos lá foi mediante o pagamento do tão sofrido aluguel.

Toda vez que sonho estar em casa, é essa tal casa.

Casa que eu morei do meu nascimento até meus 18 anos.

Casa onde a Bia não nasceu, não viveu, mas que em meus sonhos ainda é meu lar.

Era uma casinha bem simples, poucos cômodos. Um quarto só. Mas tinha tanto encanto, embora não desse valor.

Uma beliche ao lado da cama de meus pais, substituiu o berço bicama. Quantas noites dormidas no chão entre o berço e minha mãe.

Outras na cama de casal, ao lado de minha mãezinha, nas noites em que meu pai estava trabalhando na fábrica.

Tudo apertadinho.

Um guarda roupa para todas roupas, poucas, mas todas. Uma gaveta pra você, uma pra mim. Uma prateleira pra você, outra pra mim. Cabides para casaco do papai, e vestidos da mamãe. Uma banqueta de sapatos, não muitos, os necessários. Uma penteadeira com espelho grande, que caiba nós, os quatro.

Na sala se foi o tapete laranja, pra chegar o azul. E que azul! Comer na sala? Nem pensar, uma migalha era como uma estrela no céu! Reluzente. E varrer aquilo era um saco.

A estante pequena foi substituída por uma maior, embora a sala fosse tão pequenina. Mas as tranqueiras iam aumentando, a gente crescendo. Cadernos, livros, a Barsa, o aquário, o telefone, mais livros, quantos livros. Livros de receitas, literatura, revistas, e a Barsa.

Álbuns de fotos.

Vinil, nossa vitrolinha laranja. Tudo era muito colorido.

Nossa cozinha também tinha muita cor. Azuleijos rosas, geladeira e fogão vermelho. Armários e cadeiras vermelhas também. Tudo vivo, quente.

Com o tempo tudo ficou bege. O armário com portas de madeira, azuleijos bege, geladeira bege, fogão bege.

A nossa escrivaninha, companheira de tantas tabuadas copiadas foi-se embora. Era pesada, bonita, madeira maciça, coisa linda de dar gosto. Mas não tinha espaço pra ela. O fogão ficou maior, e a pia também. Adeus querida!

Apesar de pequenina, nossa casinha tinha um charme especial.

Em frente a porta da cozinha, o corredor estreito era invadido pelo pé de pitanga da vizinha, sempre carregado.

Sentada ali, encostada no muro, passava horas e horas, comendo pitangas, hora docinhas, azedinhas de azedar o pé do ouvido. Mas era bom, muito bom!

Quando sobrava muito fazia suco, ou geladinho. Mas de pitanga a gente não vendia. É, porque teve uma época que a gente fazia geladinho pra vender. Coco branco, coco queimado, Morango, Chocolate, Uva, Maracujá, Limão, Tangerina, ... eram tantos sabores, tantas cores.

A graninha não servia pra nada, umas figurinhas aqui, um doce ali, e ingredientes pra fazer mais. Era tudo diversão.

Foi nessa casinha que aprendi a andar de bicicleta. É, porque na rua não dava, a mãe não deixava. Apesar de tranquila, era carro de um lado e de outro, melhor não arriscar. O que papai iria falar?

Depois de ir e voltar entre fundos e garagem, passando pelo corredor estreito, o desafio era arriscar na calçada quebrada. Quantos tombos.

Joelho sempre com casquinhas, que eu adorava cutucar. Cobertor enroscando no cotovelo machucado. Coisas que perdem todo valor quando a gente cresce.

E volta e meia me pego pensando: Porque essa casinha, tão simples, tão pequenina e muitas vezes, nem sempre querida (já que meu sonho e sonho da minha irmã também, era ter nosso quartinho) não some de minha mente? Sempre está presente como MINHA casa. A casa em qualquer tempo, sendo meu sonho de criança, adolescente ou adulta.

Lembro que quando mudamos foi uma alegria enorme. Era o sonho prestes a se realizar.

Continuaríamos a dormir em beliche, mas teríamos nosso canto pra bagunçar, brigar e arrumar. Teríamos uma gaveta a mais pra cada. Uma porta de armário para você, outra pra mim.

A TV velha da sala pra jogar video-game. Sim, porque mesmo com 18 anos eu adorava video-game, e adoro até hoje, com 33.

Nossa sala era tão grande, que foi preciso um aparador velho, não sei bem de onde meu pai tirou aquilo, de certo de algum lixo ou caçamba. E uma mesa de jantar, para ocupar todo aquele imenso espaço.

O tapete azul foi aposentado, a sala toda era cheia de carpete, agora verde!

A janela, nossa, que janela. Enorme. Outra cortina.

Dois banheiros. Que luxo.

Um porão. Meu pai delirou. Quanto espaço pra ferramentas, coisas velhas, lixos queridos. E um quintal. Quintal pequeno, mas suficiente para o churrasquinho de domingo.

Garagem para dois carros. Afinal, eu já tinha conseguido comprar o meu, financiado, mas meu. Já tinha um emprego bacana, feliz, numa agência de viagens cheia de pessoas bacanas.

Casa nova, grande, carro, emprego bom, pessoas legais, amigos leais, gravidez, namorado ciumento, briguento, rabugento, choro de criança, briga com pai, choro, choro meu, de criança, fralda, leite, mais leite, leite caro, teta seca, paga carro, empresta pro leite pai? Meu pai, não o da criança.

A paz ficou atrás, na casinha simples, pequenina, de um quarto só.

É pra lá que meu sonho vai, quando está dormindo. É lá sempre que tudo acontece.

É lá onde passei mais tempo com mãezinha, lá que fui ninada, beijada, lá que apanhei por causa de peraltices, por fazer birra no mercado por causa de polenguinho, e hoje nem dou bola. Lá que chorei, lá onde papai noel deixava os presentes debaixo do buraco do forro, que ficava no banheiro, já que a gente não tinha chaminé.

Lá que meu pai perdeu o emprego e ficamos meses comendo ovo frito, com arroz e feijão. Bendito seja. Nunca ficamos doentes, gravemente doente, não. Só uma dorzinha de garganta, de ouvido. E viva o velho arroz com feijão!

Tudo pouco, mas suficiente.

Feliz.

Lá aprendi a falar, andar, a cuidar da cachorra (sempre foram fêmeas, 3 Laikas e uma Cindy), a comer fruta no pé, a brigar, trabalhar, amar!

Foi na casa simples, pequenina, de um quarto só que aprendi a ser gente, ter meus medos, a me arrepender, me orgulhar, a lutar...

Foi lá que tive meu primeiro pesadelo...

Lá, na casa simples, pequenina, de um quarto só, comecei à sonhar!

E como sonho!

Cá estou

Demorei um tanto para criar esse blog, apesar da vontade ter me cutucado tempos atrás. Não queria criar e sair escrevendo um monte de bobeiras, cansando as pessoas com tanto blá blá blá...
Não garanto que isso não aconteça, enfim... vou me esforçar!

Beijos amigos queridos!